{"id":1621,"date":"2017-10-05T10:30:52","date_gmt":"2017-10-05T13:30:52","guid":{"rendered":"http:\/\/estivarefratarios.com.br\/?p=1621"},"modified":"2024-08-29T15:08:22","modified_gmt":"2024-08-29T18:08:22","slug":"historia-da-ceramica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/historia-da-ceramica\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Cer\u00e2mica"},"content":{"rendered":"<p>[:pb]<\/p>\n<div id=\"ib13rkiu\" class=\"txtNew\" data-reactid=\".0.$SITE_ROOT.$desktop_siteRoot.$PAGES_CONTAINER.$centeredContent.$inlineContent.$SITE_PAGES.$c207w_DESKTOP.$inlineContent.$ib13rkiu\">\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica \u00e9 o material artificial mais antigo produzido pelo homem. Do grego \u00abk\u00e9ramos\u201d (\u00abterra queimada\u00bb ou \u201cargila queimada\u201d), \u00e9 um material de grande resist\u00eancia, frequentemente encontrado em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas.<br \/>\nPesquisas apontam que a cer\u00e2mica \u00e9 produzida h\u00e1 cerca de 10-15 mil anos.<\/p>\n<p>Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, o homem encontrou a necessidade de buscar abrigo, mas tamb\u00e9m notou que precisaria de vasilhas para armazenar \u00e1gua, alimentos colhidos e sementes para a pr\u00f3xima safra. Tais vasilhas deveriam ser resistentes, imperme\u00e1veis e de f\u00e1cil fabrica\u00e7\u00e3o. Estas facilidades foram encontradas na argila, deixando pistas sobre civiliza\u00e7\u00f5es e culturas que existiram milhares de anos antes da Era Crist\u00e3.<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica \u00e9 uma atividade de produ\u00e7\u00e3o de artefato a partir da argila, que se torna muito pl\u00e1stica e f\u00e1cil de moldar quando umedecida. Depois de submetida \u00e0 secagem para retirar a maior parte da \u00e1gua, a pe\u00e7a moldada \u00e9 submetida a altas temperaturas (ao redor de 1.000\u00ba C), que lhe atribuem rigidez e resist\u00eancia mediante a fus\u00e3o de certos componentes da massa e, em alguns casos, fixando os esmaltes na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Essas propriedades permitiram que a cer\u00e2mica fosse utilizada na constru\u00e7\u00e3o de casas, vasilhames para uso dom\u00e9stico e armazenamento de alimentos, vinhos, \u00f3leos, perfumes, na constru\u00e7\u00e3o de urnas funer\u00e1rias e at\u00e9 como superf\u00edcie para escrita.<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica pode ser uma atividade art\u00edstica (em que s\u00e3o produzidos artefatos com valor est\u00e9tico) ou uma atividade industrial (em que s\u00e3o produzidos artefatos para uso na constru\u00e7\u00e3o civil e na engenharia). Hoje, al\u00e9m de sua utiliza\u00e7\u00e3o como mat\u00e9ria-prima constituinte de diversos instrumentos dom\u00e9sticos, da constru\u00e7\u00e3o civil e como material pl\u00e1stico nas m\u00e3os dos artistas, a cer\u00e2mica \u00e9 tamb\u00e9m utilizada na tecnologia de ponta, mais especificamente na fabrica\u00e7\u00e3o de componentes de foguetes espaciais, devido \u00e0 sua durabilidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">2. A ORIGEM DA CER\u00c2MICA<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica \u00e9 muito antiga, sendo que pe\u00e7as de argila cozida foram encontradas em diversos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos. No Jap\u00e3o, as pe\u00e7as de cer\u00e2mica mais antigas conhecidas por arque\u00f3logos foram encontradas na \u00e1rea ocupada pela cultura Jomon h\u00e1 cerca de oito mil anos (ou mais).<\/p>\n<p>Antes do final do per\u00edodo Neol\u00edtico (ou da Pedra polida), que compreendeu, aproximadamente, de 26.000 AC at\u00e9 por volta de 5.000 AC, a habilidade na manufatura de pe\u00e7as de cer\u00e2mica deixou o Jap\u00e3o e se espalhou pela Europa e pela \u00c1sia, n\u00e3o existindo, entretanto, um consenso sobre como isto ocorreu. Na China e no Egito, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica remonta a mais de cinco mil anos. Nas tumbas dos fara\u00f3s do Antigo Egito, v\u00e1rios vasos de cer\u00e2mica continham vinho, \u00f3leos e perfumes para fins religiosos.<\/p>\n<p>Um dos grandes exemplos da antiga arte cer\u00e2mica chinesa est\u00e1 expressa pelos guerreiros de Xian. L\u00e1, em 1974, os arque\u00f3logos encontraram o t\u00famulo do imperador Chi-Huand-di, que nasceu por volta do ano 240 AC. Para decor\u00e1-lo, foi feita a r\u00e9plica em terracota de um ex\u00e9rcito de soldados em tamanho natural. Terracota \u00e9 o termo empregado para a argila modelada e cozida em forno.<\/p>\n<p>Muitas culturas, desde os prim\u00f3rdios, desenvolveram estilos pr\u00f3prios que, com o passar do tempo, consolidavam tend\u00eancias e evolu\u00edam no aprimoramento art\u00edstico. Estudiosos confirmam que a cer\u00e2mica \u00e9 a mais antiga das ind\u00fastrias. Ela nasceu no momento em que o homem come\u00e7ou a utilizar o barro endurecido pelo fogo. Esse processo de endurecimento, obtido casualmente, multiplicou-se e evoluiu at\u00e9 hoje. A cer\u00e2mica passou a substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo as vasilhas feitas de frutos como o coco ou a casca de certas cucurbit\u00e1ceas (porungas, caba\u00e7as e catutos).<\/p>\n<p>As primeiras cer\u00e2micas de que se tem not\u00edcia s\u00e3o da pr\u00e9-hist\u00f3ria: vasos de barro, sem asa, que tinham cor de argila natural ou eram escurecidas por \u00f3xidos de ferro. A cer\u00e2mica para a constru\u00e7\u00e3o e a cer\u00e2mica art\u00edstica com caracter\u00edsticas industriais s\u00f3 surgiram na Antiguidade em grandes centros comerciais. Mais recentemente, passou por uma vigorosa etapa ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">3. A ORIGEM DA CER\u00c2MICA NO BRASIL<\/p>\n<p>No Brasil, a cer\u00e2mica tem seus prim\u00f3rdios na Ilha de Maraj\u00f3. A cer\u00e2mica marajoara aponta \u00e0 avan\u00e7ada cultura ind\u00edgena que floresceu na ilha. Estudos arqueol\u00f3gicos, contudo, indicam a presen\u00e7a de uma cer\u00e2mica mais simples, que indica ter sido criada na regi\u00e3o amaz\u00f4nica por volta de cinco mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica marajoara era altamente elaborada e de uma especializa\u00e7\u00e3o artesanal que compreendia v\u00e1rias t\u00e9cnicas: raspagem, incis\u00e3o, excis\u00e3o e pintura. A modelagem \u00e9 tipicamente antropomorfa, embora haja exemplares de cobras e lagartos em relevo. De outros objetos de cer\u00e2mica, destacavam-se bancos, estatuetas, rodelas-de-fuso, tangas, colheres, adornos auriculares e labiais, apitos e vasos miniatura. Mesmo desconhecendo o torno e operando com instrumentos rudimentares, os ind\u00edgenas criaram uma cer\u00e2mica de valor, que d\u00e1 a impress\u00e3o de supera\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios primitivos da Idade da Pedra e do Bronze.<\/p>\n<p>Dessa forma, a tradi\u00e7\u00e3o ceramista n\u00e3o chegou ao Brasil com os portugueses ou na bagagem cultural dos escravos, como muitos acreditam. Os \u00edndios abor\u00edgines firmaram a cultura do trabalho em barro quando Cabral aportou no territ\u00f3rio. Os colonizadores portugueses, instalando as primeiras olarias, nada de novo trouxeram, mas estruturam e concentraram a m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>O processo empregado pelos ind\u00edgenas, no entanto, sofreu modifica\u00e7\u00f5es com as instala\u00e7\u00f5es de olarias nos col\u00e9gios, engenhos e fazendas jesu\u00edtas, onde se produziam tijolos, telhas e lou\u00e7a de barro para consumo di\u00e1rio. A introdu\u00e7\u00e3o de uso do torno e das rodadeiras parece ser a mais importante dessas influ\u00eancias, que se fixou especialmente na faixa litor\u00e2nea dos engenhos, nos povoados, nas fazendas, permanecendo nas regi\u00f5es interioranas as pr\u00e1ticas manuais ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Com essa t\u00e9cnica, passaram a ser fabricadas pe\u00e7as com maior simetria na forma, acabamento mais aprimorado e menor tempo de trabalho.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">4. A EVOLU\u00c7\u00c3O DA CER\u00c2MICA NO MUNDO<\/p>\n<p>A picareta dos arque\u00f3logos, ao remexer entre os sedimentos que os s\u00e9culos acumularam no solo do Velho Mundo, encontra com frequ\u00eancia fragmentos de terracota e cacos de vasos ou de \u00e2nforas cozidos em fogo. A hist\u00f3ria da cer\u00e2mica confundiu-se \u2013 em certo sentido \u2013 com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o: os vasos, as ta\u00e7as ou as \u00e2nforas s\u00e3o, em muitos casos, os \u00fanicos elementos sobre os quais podemos reconstruir os h\u00e1bitos, a religi\u00e3o e at\u00e9 as migra\u00e7\u00f5es de povos j\u00e1 desaparecidos.<\/p>\n<p>A arte da cer\u00e2mica prosperou entre quase todos os povos ao mesmo tempo, refletindo nas formas e nas cores o ambiente e a cultura em que viveram. Nas primeiras pe\u00e7as decoradas, os motivos art\u00edsticos eram geralmente o dia a dia das comunidades: a ca\u00e7a, os animais, a luta, etc.<\/p>\n<p>Do calor do sol aos fornos utilizados atualmente para tornar as pe\u00e7as mais firmes, a hist\u00f3ria da cer\u00e2mica auxiliou no cotidiano de todos os povos. Da Era Neol\u00edtica aos dias de hoje, os artistas continuam com seus dedos \u00e1geis transformando blocos de argila e criando novas utilidades para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica, tanto de uso comum como art\u00edstico, \u00e9 produzida hoje por toda parte, seja em grandes estabelecimentos ou por pequenos artes\u00e3os. Os sistemas s\u00e3o fundamentalmente os mesmos, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que a experi\u00eancia t\u00e9cnica adquiriu tamanha perfei\u00e7\u00e3o que permite resultados extraordin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da fabrica\u00e7\u00e3o de tijolos e telhas (comumente utilizadas na constru\u00e7\u00e3o desde a Antiguidade na Mesopot\u00e2mia), desde muito cedo a produ\u00e7\u00e3o cer\u00e2mica d\u00e1 import\u00e2ncia fundamental \u00e0 est\u00e9tica, j\u00e1 que seu produto, na maioria das vezes, se destinava ao com\u00e9rcio. No Mediterr\u00e2neo, um trabalhador desconhecido inventou o aparelho que permitia fazer vasos perfeitos, de superf\u00edcie lisa e espessura uniforme, num tempo relativamente breve. Esta roda de madeira movida por um pedal foi criada aproximadamente em 2.000 AC.<\/p>\n<p>Os gregos continuaram por muitos s\u00e9culos produzindo as melhores pe\u00e7as de cer\u00e2mica do Mundo Mediterr\u00e2neo, mesmo quando as margens deste mar foram tornadas col\u00f4nias romanas. Ainda hoje perdura a fama dos vaseiros de Atenas e Samos, de onde seus in\u00fameros pratos e ta\u00e7as de delicado acabamento se caracterizavam por ter o fundo negro ou azul e desenhos escarlate. De outro lado, os gregos foram durante o dom\u00ednio romano os art\u00edfices mais apreciados, n\u00e3o s\u00f3 na cer\u00e2mica, mas tamb\u00e9m na ourivesaria, na pintura e em qualquer outro ramo de arte. O bom gosto, a filosofia, a literatura havia se imposto aos rudes conquistadores latinos, que acabaram assimilando, instintivamente, a milenar cultura da H\u00e9lade na antiga Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Com a prosperidade da cer\u00e2mica, cada povo descobriu seu estilo pr\u00f3prio e, com isso, surgiram novas t\u00e9cnicas. Foi assim que os art\u00edfices chineses, desde a metade do terceiro mil\u00eanio AC, criaram objetos de design, pintados e esmaltados. Foram justamente eles os primeiros a usar, a partir do segundo s\u00e9culo antes da nossa era, um fin\u00edssimo p\u00f3 branco, o caulim, que permite fabricar vasos transl\u00facidos e leves. Nasce, ent\u00e3o, a porcelana.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o da porcelana n\u00e3o foi not\u00e1vel antes do s\u00e9culo XVIII. Com a utiliza\u00e7\u00e3o da porcelana, a cer\u00e2mica alcan\u00e7ou n\u00edveis elevados de sofistica\u00e7\u00e3o. Na China, a porcelana desenvolveu-se, dando origem a produtos de decora\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 mesa. Tamb\u00e9m na It\u00e1lia existia um florescente artesanato: os etruscos, em meados do segundo mil\u00eanio AC, j\u00e1 fabricavam vasos esmaltados de grande qualidade. Cer\u00e2micas etruscas ornamentavam, al\u00e9m das gregas e persas, as mans\u00f5es dos patr\u00edcios romanos: as formas bizarras, os esmaltes vivos e brilhantes, os vagos desenhos ornamentais.<\/p>\n<p>Na It\u00e1lia, os ceramistas continuaram a trabalhar com velhos sistemas etruscos e gregos ainda durante a Idade M\u00e9dia. No in\u00edcio do Renascimento havia produtos manufaturados em Gubbio, Volterra, Faenza, Deruto e Montelupo. Em todas estas cidades, desenvolveram-se ind\u00fastrias bem distintas, cada qual com estilo e t\u00e9cnica pr\u00f3prios: os sistemas de cozimento e de esmaltar, a composi\u00e7\u00e3o dos vernizes, tudo era mantido em rigoroso segredo. Basta lembrar, entre os ceramistas italianos, Luca e Andrea Della Robbia, que criaram baixo-relevos de terracota vidrada e pintada, que se v\u00eaem em quase toda parte, nas paredes das vilas e dos castelos da regi\u00e3o central da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>A escola de Faenza ganhou tanta celebridade que deu seu nome a todos os objetos de cer\u00e2mica que, da It\u00e1lia, se difundiam pela Europa: da\u00ed o nome \u201cfaian\u00e7a\u201d em portugu\u00eas, e o \u201cfaience\u201d, lembrando o nome da cidade romana.<\/p>\n<p>Da mesma forma, com o progressivo desenvolvimento industrial, os revestimentos cer\u00e2micos para utiliza\u00e7\u00e3o em paredes e pisos deixaram de ser privil\u00e9gio dos recintos religiosos e dos pal\u00e1cios, tornando-se acess\u00edveis a todas as classes sociais. Eles trouxeram para as paredes externas das casas o colorido e o luxo das paredes internas. Deixaram de figurar apenas em obras monumentais e passaram tamb\u00e9m para as fachadas dos pequenos sobrados comerciais e residenciais e, at\u00e9 mesmo, de pequenas casas t\u00e9rreas.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">5. A CER\u00c2MICA PARA REVESTIMENTO<\/p>\n<p>A origem do nome \u201cazulejo\u201d prov\u00e9m dos \u00e1rabes, sendo derivado do termo \u00abazuleicha\u201d, que significa \u00abpedra polida\u00bb. A arte do azulejo foi largamente difundida pelos isl\u00e2micos. Os \u00e1rabes a levaram para a Espanha e, de l\u00e1, se difundiu por toda a Europa. A influ\u00eancia dos \u00e1rabes na cer\u00e2mica peninsular e depois na europ\u00e9ia foi enorme, pois eles trouxeram novas t\u00e9cnicas e novos estilos de decora\u00e7\u00e3o, como a introdu\u00e7\u00e3o dos famosos arabescos e das formas geom\u00e9tricas, que os isl\u00e2micos desenvolveram a fundo.<\/p>\n<p>Foi t\u00e3o forte a influ\u00eancia \u00e1rabe na pen\u00ednsula Ib\u00e9rica que, mesmo depois da reconquista do territ\u00f3rio pelos crist\u00e3os, ela permaneceu. Disso resultou o chamado estilo hispano-mourisco. Com a reconquista do territ\u00f3rio pelos cat\u00f3licos, muitos art\u00edfices \u00e1rabes preferiram ficar e passaram a combinar os elementos de arte crist\u00e3, rom\u00e2nica e g\u00f3tica com os \u00e1rabes, criando um novo estilo chamado \u201cmud\u00e9jar\u201d.<\/p>\n<p>A cer\u00e2mica de corda seca, t\u00e9cnica que permite combinar v\u00e1rias cores num azulejo, foi desenvolvida na P\u00e9rsia durante o s\u00e9culo XIV como substituto menos dispendioso que o mosaico, continuando, ainda hoje, a ser utilizada. A decora\u00e7\u00e3o deste azulejo, em forma de estrela, consiste numa estrutura complexa baseada numa flor de l\u00f3tus estilizada e composta por dez p\u00e9talas. O centro \u00e9 decorado com uma estrela de seis pontas com vest\u00edgios de dourado. Esta forma combinava-se com azulejos de outras tipologias \u2013 pent\u00e1gonos, hex\u00e1gonos e outros pol\u00edgonos \u2013, formando um padr\u00e3o geom\u00e9trico elaborado, sendo geralmente a estrela com doze pontas o elemento central da composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A paleta crom\u00e1tica inclui o branco, o turquesa e o mangan\u00eas sobre um fundo de azul cobalto e ouro. Estes pain\u00e9is de azulejos revestiam, entre outros edif\u00edcios, mesquitas e madrasas, acentuando a sua simetria e transmitindo uma imagem de opul\u00eancia. Na P\u00e9rsia, a arte insuper\u00e1vel dos Sum\u00e9rios e Babil\u00f4nios n\u00e3o se extinguira e continuava a produzir, al\u00e9m de \u00e2nforas, bacias, ta\u00e7as esculpidas e pintadas, maravilhosos azulejos, para revestir fachadas e vest\u00edbulos. Devido \u00e0 domina\u00e7\u00e3o \u00e1rabe do Mediterr\u00e2neo, entre o 6\u00ba e o 14\u00ba s\u00e9culos AC, a cer\u00e2mica da P\u00e9rsia foi difundida, juntamente com sua t\u00e9cnica para Sic\u00edlia, Espanha e \u00c1sia Menor.<\/p>\n<p>Por isso, ainda hoje, por onde se estendeu o Imp\u00e9rio dos Califas, \u00e9 poss\u00edvel admirar esses produtos, encontrados em pal\u00e1cios fantasticamente ornamentados, com molduras de cer\u00e2mica brilhantes, p\u00e1tios de decora\u00e7\u00e3o rebuscada, compostos de milhares de azulejos esmaltados. As primeiras utiliza\u00e7\u00f5es conhecidas do azulejo em Portugal, como revestimento monumental das paredes, foram realizadas com azulejos importados de Sevilha em 1503, tornando-se uma das mais expressivas artes ornamentais, assumindo grande relevo na arquitetura.<br \/>\nPortugal, apesar de n\u00e3o ser grande produtor de revestimentos cer\u00e2micos, foi o pa\u00eds europeu que, a partir do s\u00e9culo XVI, mais utilizou o revestimento cer\u00e2mico em seus pr\u00e9dios.<\/p>\n<p>Esse gosto pela cer\u00e2mica inicia-se a partir das navega\u00e7\u00f5es iniciadas no s\u00e9culo XV, quando Portugal entra em contato com outras civiliza\u00e7\u00f5es, fundindo as suas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas com v\u00e1rios desses pa\u00edses, como as de origem mul\u00e7umana, herdeira das tradi\u00e7\u00f5es orientais, ass\u00edrias, persas, eg\u00edpcias e chinesas. A admira\u00e7\u00e3o pela cer\u00e2mica de revestimentos ganha dimens\u00f5es de arte verdadeiramente nacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo XV s\u00e3o encontrados pal\u00e1cios reais revestidos em seu interior com azulejos. Mas \u00e9 a partir do s\u00e9culo XVI, com uma produ\u00e7\u00e3o regular de revestimento cer\u00e2mico no pa\u00eds, que seu uso se torna frequente em igrejas, conventos e pal\u00e1cios nobres da alta burguesia. O uso, em sua maioria, se restringia aos interiores, em forma de tapetes, ou apenas como material ornamental. Quando utilizado exteriormente, limitava-se ao revestimento de pin\u00e1culos e c\u00fapulas das igrejas, devido ao seu alto custo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVIII, o Marqu\u00eas de Pombal, enquanto Primeiro Ministro de D. Jo\u00e3o VI, em Portugal, implanta um projeto de industrializa\u00e7\u00e3o manufatureira no pa\u00eds. Cria-se, ent\u00e3o, a F\u00e1brica de Loi\u00e7a do Rato, que simplificava os padr\u00f5es dos azulejos existentes (de rococ\u00f3s com predomin\u00e2ncia de concheados nos emolduramentos, policr\u00f4micos, passam a perder a volumetria, suas cores tornam-se mais flamejantes e come\u00e7am a ser permeados de motivos neocl\u00e1ssicos) com o intuito de aumentar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com isso, o custo do produto diminui significativamente, sendo acess\u00edvel a um p\u00fablico maior. J\u00e1 se podia ver, ent\u00e3o, o revestimento cer\u00e2mico estendendo-se a espa\u00e7os intermedi\u00e1rios entre interior e exterior, como no revestimento de alpendres, p\u00e1tios, claustros; tamb\u00e9m enfeitando os jardins com seus bancos ou chafarizes revestidos.<\/p>\n<p>No Brasil independente, o uso do azulejo tornou-se, no s\u00e9culo XIX, bem mais frequente, revelando-se um excelente revestimento para nosso clima. Casas e sobrados de muitas cidades brasileiras apresentam o colorido alegre e inalter\u00e1vel que, h\u00e1 mais de cem anos, o azulejo lhes confere.<\/p>\n<p>H\u00e1 controv\u00e9rsias, no entanto, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nacionalidade dos primeiros revestimentos cer\u00e2micos que chegaram ao Brasil. Sabe-se que no s\u00e9culo XVII azulejos em estilo barroco come\u00e7aram a ser encomendados de Lisboa. Estes eram trazidos em forma de pain\u00e9is e serviam, apenas, como material decorativo. Retratavam cenas da paisagem, do cotidiano da metr\u00f3pole, divulgando o modo de vida dos portugueses ou cenas b\u00edblicas ajudando nas aulas de catequese.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">6. A CER\u00c2MICA NA ATUALIDADE<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">A cer\u00e2mica, que \u00e9 praticamente t\u00e3o antiga quanto \u00e0 descoberta do fogo, mesmo utilizando os antigos m\u00e9todos artesanais pode produzir artigos de excelente qualidade. Nos \u00faltimos anos, acompanhando a evolu\u00e7\u00e3o industrial, a ind\u00fastria cer\u00e2mica adotou a produ\u00e7\u00e3o em massa, garantida pela ind\u00fastria de equipamentos, e a introdu\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de gest\u00e3o, incluindo o controle de mat\u00e9rias-primas, dos processos e dos produtos fabricados.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">A ind\u00fastria cer\u00e2mica na atualidade pode ser subdivida em setores que possuem caracter\u00edsticas bastante individualizadas e com n\u00edveis de avan\u00e7o tecnol\u00f3gico distintos.Cer\u00e2mica Vermelha: Compreende aqueles materiais com colora\u00e7\u00e3o avermelhada empregados na constru\u00e7\u00e3o civil (tijolos, blocos, telhas, elementos vazados, lajes, tubos cer\u00e2micos e argilas expandidas) e tamb\u00e9m utens\u00edlios de uso dom\u00e9stico e de adorno. As lajotas muitas vezes s\u00e3o enquadradas neste grupo, por\u00e9m o mais correto \u00e9 em Materiais de Revestimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Cer\u00e2mica Branca: Este grupo \u00e9 bastante diversificado, compreendendo materiais constitu\u00eddos por um corpo branco e em geral recobertos por uma camada v\u00edtrea transparente e incolor e que eram assim agrupados pela cor branca da massa, necess\u00e1ria por raz\u00f5es est\u00e9ticas e\/ou t\u00e9cnicas. Com o advento dos vidrados opacificados, muitos dos produtos enquadrados neste grupo passaram a ser fabricados, sem preju\u00edzo das caracter\u00edsticas para uma dada aplica\u00e7\u00e3o, com mat\u00e9rias-primas com certo grau de impurezas, respons\u00e1veis pela colora\u00e7\u00e3o. Dessa forma, \u00e9 mais adequado subdividir este grupo em:<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">\u2022 Lou\u00e7a sanit\u00e1ria<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">\u2022 Lou\u00e7a de mesa<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">\u2022 Isoladores el\u00e9tricos para alta e baixa tens\u00e3o<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">\u2022 Cer\u00e2mica art\u00edstica (decorativa e utilit\u00e1ria)\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">\u2022 Cer\u00e2mica t\u00e9cnica para fins diversos, tais como: qu\u00edmico, el\u00e9trico, t\u00e9rmico e mec\u00e2nico.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Materiais Refrat\u00e1rios: Este grupo compreende uma diversidade de produtos que t\u00eam como finalidade suportar temperaturas elevadas nas condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de processo e de opera\u00e7\u00e3o dos equipamentos industriais, que em geral envolvem esfor\u00e7os mec\u00e2nicos, ataques qu\u00edmicos, varia\u00e7\u00f5es bruscas de temperatura e outras solicita\u00e7\u00f5es. Para suportar estas solicita\u00e7\u00f5es e em fun\u00e7\u00e3o da natureza das mesmas, foram desenvolvidos in\u00fameros tipos de produtos, a partir de diferentes mat\u00e9rias-primas ou mistura destas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Dessa forma, podemos classificar os produtos refrat\u00e1rios quanto \u00e0 mat\u00e9ria-prima ou ao componente qu\u00edmico principal em s\u00edlica, s\u00edlico-aluminoso, aluminoso, mulita, magnesianocrom\u00edtico, crom\u00edtico-magnesiano, carbeto de sil\u00edcio, grafita, carbono, zirc\u00f4nia, zirconita, espin\u00e9lio e outros.Isolantes T\u00e9rmicos: Os produtos deste segmento podem ser classificados em:\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">1) Refrat\u00e1rios isolantes que se enquadram no segmento de refrat\u00e1rios;<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">2) Isolantes t\u00e9rmicos n\u00e3o refrat\u00e1rios, compreendendo produtos como vermiculita expandida, s\u00edlica diatom\u00e1cea, diatomito, silicato de c\u00e1lcio, l\u00e3 de vidro e l\u00e3 de rocha (que s\u00e3o obtidos por processos distintos ao do item anterior) e que podem ser utilizados, dependendo do tipo de produto at\u00e9 1100\u00ba C;<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">3) Fibras ou l\u00e3s cer\u00e2micas que apresentam caracter\u00edsticas f\u00edsicas semelhantes \u00e0s citadas no item anterior, por\u00e9m apresentam composi\u00e7\u00f5es tais como s\u00edlica, s\u00edlica-alumina, alumina e zirc\u00f4nia, que dependendo do tipo, podem chegar a temperaturas de utiliza\u00e7\u00e3o de 2000\u00ba C ou mais. Fritas e Corantes: Estes dois produtos s\u00e3o importantes mat\u00e9rias-primas para diversos segmentos cer\u00e2micos que requerem determinados acabamentos. Frita (ou vidrado fritado) \u00e9 um vidro mo\u00eddo, fabricado por ind\u00fastrias especializadas a partir da fus\u00e3o da mistura de diferentes mat\u00e9rias-primas. \u00c9 aplicado na superf\u00edcie do corpo cer\u00e2mico que, ap\u00f3s a queima, adquire aspecto v\u00edtreo. Este acabamento tem por finalidade aprimorar a est\u00e9tica, tornar a pe\u00e7a imperme\u00e1vel, aumentar a resist\u00eancia mec\u00e2nica e melhorar ou proporcionar outras caracter\u00edsticas. Corantes constituem-se de \u00f3xidos puros ou pigmentos inorg\u00e2nicos sint\u00e9ticos obtidos a partir da mistura de \u00f3xidos ou de seus compostos. Os pigmentos s\u00e3o fabricados por empresas especializadas, inclusive por muitas das que produzem fritas, cuja obten\u00e7\u00e3o envolve a mistura das mat\u00e9rias-primas, calcina\u00e7\u00e3o e moagem. Os corantes s\u00e3o adicionados aos esmaltes (vidrados) ou aos corpos cer\u00e2micos para conferir-lhes colora\u00e7\u00f5es das mais diversas tonalidades e efeitos especiais.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Abrasivos: Parte da ind\u00fastria de abrasivos, por utilizarem mat\u00e9rias-primas e processos semelhantes aos da cer\u00e2mica, constituem-se num segmento cer\u00e2mico. Entre os produtos mais conhecidos podemos citar o \u00f3xido de alum\u00ednio eletrofundido e o carbeto de sil\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Vidro, Cimento e Cal: S\u00e3o tr\u00eas importantes segmentos cer\u00e2micos e que, por suas particularidades, s\u00e3o muitas vezes considerados \u00e0 parte da cer\u00e2mica.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Cer\u00e2mica de Alta Tecnologia\/Cer\u00e2mica Avan\u00e7ada: O aprofundamento dos conhecimentos da ci\u00eancia dos materiais proporcionou ao homem o desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento das existentes nas mais diferentes \u00e1reas, como aeroespacial, eletr\u00f4nica, nuclear e muitas outras e que passaram a exigir materiais com qualidade excepcionalmente elevada. Tais materiais passaram a ser desenvolvidos a partir de mat\u00e9rias-primas sint\u00e9ticas de alt\u00edssima pureza e por meio de processos rigorosamente controlados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Estes produtos, que podem apresentar os mais diferentes formatos, s\u00e3o fabricados pelo chamado segmento cer\u00e2mico de alta tecnologia ou cer\u00e2mica avan\u00e7ada. Eles s\u00e3o classificados, de acordo com suas fun\u00e7\u00f5es, em: eletroeletr\u00f4nicos, magn\u00e9ticos, \u00f3pticos, qu\u00edmicos, t\u00e9rmicos, mec\u00e2nicos, biol\u00f3gicos e nucleares. Os produtos deste segmento s\u00e3o de uso intenso e a cada dia tende a se ampliar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Como alguns exemplos, podemos citar: naves espaciais, sat\u00e9lites, usinas nucleares, materiais para implantes em seres humanos, aparelhos de som e de v\u00eddeo, suporte de catalisadores para autom\u00f3veis, sensores (umidade, gases e outros), ferramentas de corte, brinquedos, acendedor de fog\u00e3o, etc.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Revestimentos Cer\u00e2micos: As placas cer\u00e2micas s\u00e3o constitu\u00eddas, em geral, de tr\u00eas camadas: a) o suporte ou biscoito, b) o engobe, que tem fun\u00e7\u00e3o impermeabilizante e garante a ader\u00eancia da terceira camada, e c) o esmalte, camada v\u00edtrea que tamb\u00e9m impermeabiliza, al\u00e9m de decorar uma das faces da placa.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">O corpo cer\u00e2mico comp\u00f5e-se de mat\u00e9rias-primas naturais, argilosas e n\u00e3o argilosas. Os materiais argilosos s\u00e3o formados de uma mistura de diversos tipos e caracter\u00edsticas de argilas para dar a composi\u00e7\u00e3o desejada e s\u00e3o \u00e0 base do biscoito. Os materiais n\u00e3o argilosos, quartzo, feldspato e caulim, servem para sustentar o corpo cer\u00e2mico ou promover a fus\u00e3o da massa e os materiais sint\u00e9ticos s\u00e3o utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de engobes e esmaltes e, servem para fazer a decora\u00e7\u00e3o dos revestimentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Estes revestimentos s\u00e3o usados na constru\u00e7\u00e3o civil para revestimento de paredes, pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e externos. Recebem designa\u00e7\u00f5es tais como: azulejo, pastilha, porcelanato, gr\u00eas, lajota, piso, etc.\u00a0A tecnologia do porcelanato trouxe produtos de qualidade t\u00e9cnica e est\u00e9tica refinada, que em muitos casos se assemelham \u00e0s pedras naturais.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">7. O MOMENTO ATUAL DA IND\u00daSTRIA DE REVESTIMENTOS CER\u00c2MICOS BRASILEIRA<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">A concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de empresas \u00e9 caracter\u00edstica da ind\u00fastria de cer\u00e2mica para revestimento. Dois dos pa\u00edses l\u00edderes, It\u00e1lia e Espanha, t\u00eam produ\u00e7\u00e3o concentrada nas regi\u00f5es de Sassuollo e Castell\u00f3n, respectivamente. A estrat\u00e9gia competitiva dessas regi\u00f5es baseia-se em design, qualidade e marca.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Da mesma forma, no Brasil, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 concentrada em algumas regi\u00f5es. A regi\u00e3o de Crici\u00fama, em Santa Catarina, que tem reconhecimento como p\u00f3lo internacional, concentra as maiores empresas brasileiras. Naquela regi\u00e3o as empresas produzem com tecnologia via \u00famida e competem por design e marca, em faixas de pre\u00e7os mais altas.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Em S\u00e3o Paulo, a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 distribu\u00edda em dois p\u00f3los: Mogi Gua\u00e7\u00fa e Santa Gertrudes. A regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo conta com algumas empresas, mas n\u00e3o se configura um p\u00f3lo. As empresas da capital e Mogi Gua\u00e7\u00fa produzem com tecnologia Via \u00damida, enquanto em Santa Gertrudes a tecnologia utilizada pela maioria das empresas \u00e9 Via Seca.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">O Nordeste brasileiro pode tornar-se um p\u00f3lo em futuro pr\u00f3ximo, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de exist\u00eancia de mat\u00e9ria-prima, energia vi\u00e1vel e um mercado consumidor em desenvolvimento, al\u00e9m de boa localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica para exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">O equipamento determinante da escala de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o forno de cozimento das pe\u00e7as. Estes fornos podem atingir mais de 150 m de comprimento. Na d\u00e9cada de 1990, houve evolu\u00e7\u00e3o na escala desses equipamentos, tendo sua capacidade ampliada de, aproximadamente, 80 mil m2\/m\u00eas para 500 mil m2\/m\u00eas ou mais, o que resultou em grandes aumentos na produtividade e no crescimento observado nesta ind\u00fastria.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">O Brasil \u00e9 hoje um dos grandes players mundiais do revestimento cer\u00e2mico. O pa\u00eds \u00e9 o segundo maior consumidor mundial de revestimentos cer\u00e2micos e o segundo maior produtor. A cada dia a qualidade e a variedade desse material aumentam. Na mesma medida, cresce a utiliza\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica no Brasil para revestir pisos e paredes de todos os espa\u00e7os internos da casa, assim como espa\u00e7os externos. Exemplo disso s\u00e3o as fachadas dos edif\u00edcios revestidas por cer\u00e2micas de tipos e formatos variados.<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_2\">Os revestimentos cer\u00e2micos, al\u00e9m das vantagens e da durabilidade provada atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, possuem as qualidades que uma avan\u00e7ada tecnologia lhes confere. Eles se mostram apropriados para pequenos detalhes, ambientes interiores ou para grandes escalas ao ar livre. S\u00e3o oferecidos de maneira a satisfazer os mais variados gostos, como padronagens e texturas diversas.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: right;\">Fonte:\u00a0http:\/\/www.anfacer.org.br\/historia-ceramica<\/p>\n<p>[:]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[:pb] 1. INTRODU\u00c7\u00c3O A cer\u00e2mica \u00e9 o material artificial mais antigo produzido pelo homem. Do grego \u00abk\u00e9ramos\u201d (\u00abterra queimada\u00bb ou \u201cargila queimada\u201d), \u00e9 um material de grande resist\u00eancia, frequentemente encontrado em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas. Pesquisas apontam que a cer\u00e2mica \u00e9 produzida h\u00e1 cerca de 10-15 mil anos. Quando saiu das cavernas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1623,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[77],"tags":[],"class_list":["post-1621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5718,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions\/5718"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estivarefratarios.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}